Transformamos artefactos digitais em prova admissível

Uma gravação, um contrato assinado eletronicamente, uma troca de mensagens, um ficheiro apagado. Determinamos se são autênticos, o que demonstram e o que não demonstram, e documentamo-lo num relatório que resiste ao contraditório.

Trabalhamos para tribunais, para escritórios de advogados e para particulares em litígio.

Escolha o seu caso

Sou advogado ou represento um tribunal: prazos, honorários, articulação com o requerimento probatório e formato do relatório.

Tenho um litígio pessoal: uma gravação, um contrato, mensagens ou fotografias cuja autenticidade está em causa.

Represento uma organização: incidente de segurança, litígio laboral, fuga de informação ou suspeita de fraude interna.


O que é uma perícia informática forense

Uma perícia informática forense transforma artefactos digitais em prova utilizável num processo.

Os artefactos digitais são frágeis. Um ficheiro aberto altera-se, um telemóvel ligado sincroniza e sobrepõe dados, um disco em funcionamento reescreve setores. Basta manusear o material de forma incorreta para comprometer irremediavelmente o seu valor probatório.

Por isso, o exame começa antes da análise: começa na preservação. Registamos o material recebido, calculamos o resumo criptográfico SHA-256 do original e trabalhamos sempre sobre cópias verificadas. Todas as operações ficam documentadas, com data e hora, de modo a que qualquer perito possa repetir o exame e obter o mesmo resultado.

É esta reprodutibilidade que distingue uma perícia de uma opinião técnica.


O que examinamos

Gravações de áudio

Determinamos se uma gravação é original ou se foi editada, cortada ou montada. Análise da forma de onda, do espetro, da coerência do ruído de fundo e da assinatura elétrica de rede quando presente. Produzimos também transcrição certificada.

Questões típicas: a gravação foi manipulada? Corresponde a um único registo contínuo? É possível identificar cortes?

Vídeo e imagem

Verificação de autenticidade de vídeos e fotografias, deteção de manipulação e de conteúdo gerado ou alterado por meios automáticos, análise de metadados e determinação de proveniência.

Questões típicas: esta imagem foi alterada? Quando e com que dispositivo foi captada? É possível determinar se circulou por serviços de mensagens?

Assinaturas eletrónicas e contratos digitais

Verificação da natureza e da validade técnica de uma assinatura eletrónica, exame do registo de evidências do prestador de serviços de confiança, e verificação da integridade do documento assinado.

Questões típicas: a assinatura é qualificada, avançada ou simples? Que valor probatório tem? O documento foi alterado depois de assinado? O que demonstra efetivamente o registo do prestador?

Telemóveis, mensagens e correio eletrónico

Extração e preservação de conteúdo de dispositivos móveis, exame de conversas, análise de cabeçalhos de correio eletrónico e determinação de origem em casos de fraude ou usurpação de identidade.

Questões típicas: esta conversa está completa? Foram apagadas mensagens? De onde partiu efetivamente esta mensagem?

Computadores e suportes de armazenamento

Exame de computadores, discos e suportes removíveis. Reconstituição de atividade, recuperação de ficheiros eliminados e análise de registos de acesso.

Crimes informáticos

Exames em processos de acesso ilegítimo, sabotagem informática, burla informática e devassa da vida privada, nos termos da Lei 109/2009 e do Código Penal.

Propriedade intelectual e direitos de autor

Comparação de código, análise de utilização não autorizada de conteúdos e determinação de anterioridade.

Recuperação de dados em laboratório

Recuperação a partir de suportes danificados, formatados ou com falha lógica, sempre com preservação da integridade do original.

Investigação em fontes abertas

Recolha e documentação de informação publicamente acessível, com registo do estado das fontes no momento da consulta.


Como decorre uma perícia

1. Contacto inicial: Descreve a situação e o material disponível. Indicamos se é tecnicamente possível responder à questão colocada, e informamos desde logo quando não é.

2. Análise preliminar: Exame sumário do material, com valor fixo. Conclui-se se existe fundamento técnico para uma perícia completa e qual o âmbito adequado. Muitos casos terminam aqui, e isso poupa-lhe o custo do relatório completo.

3. Proposta: Âmbito, questões a responder, prazo e honorários por escrito, antes de qualquer trabalho de exame.

4. Receção e preservação: Registo do material, cálculo do resumo criptográfico e início da cadeia de custódia. Trabalhamos com cópias verificadas.

5. Exame e relatório: Aplicação do método adequado ao tipo de material e redação do relatório pericial, com identificação do objeto, descrição do método, resultados, conclusões e limitações declaradas.

6. Esclarecimentos: Resposta a pedidos de esclarecimento e comparência em audiência, quando requerida.


Confidencialidade

Todo o material recebido é tratado em regime de confidencialidade estrita.

O material entregue para exame é registado, preservado com resumo criptográfico e, no final do processo, devolvido ou destruído de forma segura conforme instrução do cliente. Não conservamos cópias para além do prazo acordado.

Muitos dos casos que examinamos envolvem matéria íntima ou reputacional. Tratamos esse material com a reserva que o assunto exige.


Porquê a NRMC Forensica

Trabalho para o sistema de justiça. Produzimos perícias para tribunais, para o Ministério Público e para autoridades policiais, além de escritórios de advogados e clientes particulares.

Método reprodutível. Cada exame é documentado de forma a poder ser repetido por perito independente. É o critério que separa uma perícia de um parecer.

Conclusões com limites declarados. Não afirmamos mais do que o método permite. Um relatório que declara as suas próprias limitações é um relatório que resiste ao contraditório, e é isso que lhe interessa quando a perícia é contestada.

Presença em audiência. Comparecemos para prestar esclarecimentos e sustentar as conclusões perante o tribunal e perante o perito da parte contrária.

Capacidade dupla. Somos também um gabinete de segurança da informação. Em incidentes empresariais, isso significa que quem investiga sabe preservar a prova desde o primeiro minuto.


Equipa

A direção técnica é assegurada pelo Prof. Dr. Nuno Mateus-Coelho, Engenheiro Especialista da Ordem dos Engenheiros de Portugal, cédula 67815, doutorado em segurança de sistemas de informação e perito inscrito no Ministério da Justiça.